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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Writing? That's heaven!

I hear people talking about going on a vacation or something and I think, what is that about? I have no desire to go on a trip. My perfect day is sitting in a room with some blank paper. That's heaven. That's gold and anything else is just a waste of time.

Cormac McCarthy

domingo, 6 de junho de 2010

Escrever/Sobreviver

«[escrever] é uma forma de sobreviver dentro de mim.»

BARBARA PAZ

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Pintor, ensina-me a pintar

Nunca me ensinaste de que cor se pinta a memória. Como é?
A memória é uma coisa, o pigmento é outra. O pigmento aplica-se no estado líquido e a memória surge num estado nostálgico.
A memória e a cor são uma mistura heterogénea. E são principalmente os pretos e brancos que se incorporam e lhe assaltam a textura.
Ensina-me a pintar. Sabes colorir?
Eu conheço as técnicas, poucas, para criar matizes. Vivenciei a profundidade e prensenciei um frio que não quis. E foi assim que comecei a aprender a usar a cor. E o que me encanta, o que é? A pintura figurativa e abstracta, que mais poderia ser?
Eu gosto de pintar a realidade que me é familiar, mas mais com as palavras. É por isso que a minha realidade interna ainda não tem cor.
Sou demorada. Mas vem, anda! Posso-te mostrar os cantos do que é abstracto. Uma representação pictórica pode ser compreendida; não tem regras, não existe um livro de instruções ou ferramentas que apresentem os tons uns aos outros. Antecipam-se os tons pelas afinidades, o que acaba por ser chato.
Eu adoro o imprevisível! Está bem, é verdade que sou cautelosa, que tenho medo, que peco por me ficar pela metade. Mas ainda assim!
Ainda assim, prefiro sujar as mãos quando o quadro acaba e misturar o que foi experimentado com aquilo em que nem toquei. A lavagem é complicada, mas as cores que cria são impagáveis!
Agora falando num tom mais sério: ensina-me a pintar. Transmite-me essa sabedoria das matizes perfeitas que uma vez encontraste. Gostava de entrar no desenho que pertence a essa voz pitoresca que escolhe as cores sem que as deixe falar por si. Há que dar conta que as cores abrem, que têm uma palavra que não se cala com a saturação. Esclarece-me sobre como planeias trabalhar em estúdio nessa representação visual do concreto, porque do abstracto quem tem as honras sou eu.
Abandona a natureza morta, que dessa visão já o Outono é dono.
Tenho a sensação de te invejar o suporte. Quando o desequilíbrio entre as cores dos preenchimentos aumenta, foco-me na tonalidade que deste à vida e inspiro-me. É assim que me encontro nos caminhos que conduzem ao aglutinante que me ajuda na matéria do contraste.
Perdoa-me não gostar de uma coisa: essas tuas experiências a carvão. Esses espaços em branco que crias durante o traço denotam a tua imprecisão. Precisas de dominar melhor essa arte difícil que é perpetuar a linha. A cor também não parece favorecer as figuras, nunca evolui. Sobre ela parece simplesmente recair o decréscimo de força que a acompanha desde o traço quase preto até ao aspecto de marca de água que a reputação não abandona. Questões de luminosidade, dirão os outros. Incapacidade, argumento eu.
Ah, dir-te-ia para desistires das aguarelas também! Usas sempre mais água do que tinta e deduzo que tal seja para diluir, o que me leva a crer que estarás a descolorir.
Mas ensina-me a pintar. Gosto quando iluminas os dias com os teus simples rasgos de cor.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Com tempo. Com tempo!

Porque não. Porque a inspiração morreu com a última viagem que fiz até ao lugar comum para o qual nunca mais voltei!

Começo a achar que me falta viver entre o cimento e a tinta da parede, por entre fendas que irrompem a superficie em dias que ninguém espera, incluida em vidas que não me conhecem ou a dar a mão a um futuro qualquer!

Soa-me quase a estrangeira esta impossibilidade de escrever por tudo e por nada. Claro, já não estou a isso acostumada!
Até há umas tardes atrás escrevia no comboio, sentada à beira do rio em Belém, nas longas viagens de autocarro, nos dias e tardes e noites mortas de estudo, durante outras noites quentes passadas na varanda, enquanto enchia as colheres com um quase nada de gelado, a observar o que foi e o que voltou, muitos que esperam e um ou outro que desespera!

E agora? Agora... vou escrevendo quando me obrigo a mexer os dedos à velocidade lenta a que as palavras caem nas frases e à preguiça que os acentos têm em pontear as letras mais duras! Já para não falar na dificuldade de fazer aparecer mais um parágrafo no emaranhado de ideias que teimam em não querer aparecer à hora que não marquei !

Mas com tempo as frases voltam ao modo como assentavam na linha e as letras ocupam o espaço devido, para além do meu género normal se ir conjugando com o número de notas soltas habitual!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Creativity

Gostava imenso de saber para onde raio fugiu toda a minha criatividade.

Não devia ser eu o refúgio dela?

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Escrever

Escrever.
Voltei a escrever! Tenho saudades de o fazer e, mais do que isso, faz-me falta!
Desde que as duas nos separámos que desisti de o fazer, ou melhor, perdi a vontade! Porque de cada vez que me apetecia faze-lo tu voltavas, mas nunca ficavas. You were only around my mind. E então as palavras que eu largava não me faziam qualquer sentido e estavam tão dispersas quanto eu.
Entao parei.
Mas finalmente voltei a apaixonar-me pelas palavras e devolvi-lhes o poder. Porque, afinal, libertam-me. E ultimamente tenho sentido "um impulso para escrever e não sei o quê" (como afirmava Fernando Pessoa em relação ao seu heterónimo Álvaro de Campos).
Não que o saiba fazer, de todo! É apenas algo de que gosto profundamente e quem me dera poder mostrar-vos o que sinto com simples vocábulos correctamente alinhados. Talvez um dia, quem sabe! Por enquanto largo palavras aqui e ali, tentando expor o que quero. Talvez um dia consiga fazer alguém sentir enquanto lê. Talvez um dia consiga dar forma ao abstracto, ao transparente que ninguém vê, mas que eu sinto. Desprender-me de mim e oferecer os meus pensamentos.
Podem nem entender a escrita da mesma forma que eu entendo, mas a verdade é que me absorve!

Enfim, perder-me em palavras!