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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Quotes

"All women become their mothers. That's their tragedy.

No man does. That's his."


- OSCAR WILDE

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Wanted

"I think it's better to have someone, even if it hurts, even if it is the most painful thing you have done, even if it's the most painful thing you've ever had to do. I think it's better to have someone.

At the end of the day, when it comes down to it, all we really want is to be close to somebody. So this thing where we all keep our distance and pretend not to care about each other, it's usually a load of bull. So we pick and choose who we want to remain close to, and once we've chosen those people, we tend to stick close by. No matter how much we hurt them. The people that are still with you at the end of the day, those are the ones worth keeping. And sure, sometimes close can be too close. But sometimes, that invasion of personal space, it can be exactly what you need."

Quotes from Grey's Anatomy



terça-feira, 16 de agosto de 2011

Páginas descritivas II

"Num pequeno terraço sobre a cidade, enquanto vai pendurando a roupa ao sol (no chão de cimento as sombras como bandeiras), a senhora Kyioko explica-me em inglês que sempre quis ir a Lisboa porque, aos quatro anos, em Quioto, viu um bar chamado "Lisbon" e as letras luminosas a acender e apagar na noite fascinaram-na e marcaram-na. Anos mais tarde, aquilo veio-lhe à memória e ela foi ver a uma enciclopédia o que é que significavam essas letras, "Lisbon". Aprendeu que era uma cidade, a capital de um país chamado Portugal, que ficava na Europa, e construiu o sonho de viajar até lá, um dia. "Ainda hei-de lá ir", diz-me num sorriso enquanto tira uma camisa da corda. No cimento as bandeiras de sombra agitando-se um pouco."


- JACINTO LUCAS PIRES, in "Livro Usado" (2001), Livros Cotovia

Páginas descritivas

"As avenidas amplas e silenciosas, com reflexos nos vidros negros e uma ou outra bicicleta solitária; na berma da estrada, à volta de um buraco, as luzes caladas (como poucos sinais) girando - a noite limpa, brilhante.

Na ponte, no fim da noite, um homem de chapéu toca uma canção triste, e ao longe os prédios são cores na água, e no alto a lua é um ponto frágil."


- JACINTO LUCAS PIRES, in "Livro Usado" (2001), Livros Cotovia

sábado, 27 de novembro de 2010

Catarina Furtado, "Violência Sobre As Mulheres"

Devo confessar que andava curiosíssima para ler esta edição do Jornal Metro e ontem, quando passava os olhos por estas e outras palavras que nele estão manchadas de dor e sede de mudança, doeu-me a consciência. Há tanto por fazer, tanto onde se pode ajudar, tantas mulheres e crianças à espera que lhes digam que sim, que têm o direito de falar, de escolher, de denunciar. Por isso mesmo, comprometi-me a colocar aqui todos os textos que foram publicados naquela edição acerca do tema, em jeito de alertar os que conseguir para o problema. Este, o primeiro, é escrito por uma mulher cujo trabalho é verdadeiramente notório. Falo de Catarina Furtado, a Embaixadora De Boa Vontade Do Fundo Das Nações Unidas Para A População. São as palavras dela as que dão o mote para o que se seguirá nos próximos dias. Espero profundamente que não se sintam indiferentes porque esta realidade é da responsabilidade de todos nós.

"Hoje, como ontem e como amanhã, falo em nome de vidas que não passam de números inscritos em relatórios e estatísticas. Sou hoje, como ontem e, infelizmente amanhã, a cara sem disfarce e a voz não distorcida de muitos testemunhos inaceitavelmente indignos. Só que hoje, Dia Internacional para o Fim da Violência sobre as Mulheres, a esses testemunhos é concebido um espaço privilegiado nas primeiras páginas dos jornais. Sabemos que a violência e a discriminação exercidas sobre mulheres de todas as idades, de diferentes países, religiões e condições económicas, continuam a ser crimes silenciados e tolerados ao ponto de protelarem e até travarem decisões legislativas, programas específicos de prevenção, de apoio às vítimas e dirigidos aos agressores. São adiadas, de forma incompreensível, campanhas de denúncia, projectos de promoção da cidadania, planos nacionais e compromissos mundiais. Só cumprindo o que tem sido prometido, é possível alcançar medidas de protecção social eficazes, igualdade de género, antidiscriminação e não violência. A exploração e o abuso sexual, a violência doméstica, a mutilação genital feminina, o tráfico de seres humanos e os casamentos forçados são talvez as formas mais comuns e identificadas de violência sobre as mulheres.Mas isso não quer dizer que estejam, como deveriam, na ordem do dia das preocupações de todos nós. E se estas, que são as mais reconhecidas, não têm lugar garantido na nossa atenção diária, muito menos o terão as múltiplas formas disfarçadas de discriminação de género: a disparidade no acesso à escola entre rapazes e raparigas, as dificuldades na manutenção das meninas no sistema de ensino, a ausência de programas e cuidados de saúde sexual e reprodutiva sustentáveis, previsíveis e financiados, os entraves económicos para abastecer os serviços de saúde de medicamentos e equipamentos essenciais à saúde materna e infantil; o escasso apoio a organizações não governamentais de mulheres, as taxas elevadas de gravidez adolescente e a feminização do VIH/Sida. Por isso, e porque tenho a oportunidade de constatar no terreno a prática desta injusta realidade, o que penso ser absolutamente determinante para formar uma opinião, tomo o papel de Embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População como uma prioridade na minha vida. O desafio para assumir a condição de Directora por um Dia do jornal Metro, quero aproveitá-lo como mais uma oportunidade para dar voz a todas as mulheres a quem as nódoas negras tendem, de forma dolorosa, a atingir a dignidade. Quem nos lê no dia de hoje tem também o ensejo de se envolver, agindo e exercendo a sua responsabilidade cívica, num tempo que passa bem mais rápido e mais distraído do que desejaríamos, mas ainda assim, a um ritmo que podemos, se quisermos, acompanhar. O nosso empenho, que é nossa obrigação, irá a tempo de salvar muitas meninas, raparigas e mulheres. Seria bom que este editorial se transformasse numa conversa. Gostaria de vos dar a conhecer tantas e tantas mulheres portuguesas, guineenses, moçambicanas, cabo-verdianas, são-tomenses, timorenses. Elas justificam todos os editoriais e que são a verdadeira razão para que estas palavras não sejam entendidas como um discurso de circunstância ou de oportunidade com carácter político. Quando ouço, vejo e toco estas jovens emulheres, o coração transforma-se em razão e as obras e projectos que colocam em primeiro lugar os Direitos Humanos, a saúde materna e infantil e o planeamento familiar, são para mim e para todos os técnicos que trabalham na área da cooperação, a bandeira a adoptar. E quando isso acontece, muitos têm sido os resultados obtidos. Já se sabe como evitar, e tantas vezes travar, sofrimentos baseados no género, não faz por isso sentido que as melhores práticas não sejam levadas a cada canto do mundo. Não é possível esperar um futuro mais saudável e sustentável se não se investir namulher, na sua voz, no seu trabalho, na sua capacidade de andar com o mundo às costas. A prevenção tem custos mas que são, afinal, o verdadeiro investimento na vida humana e no futuro de todos os países. Ninguém pode ser considerado dispensável. Em Moçambique, a Gilda, de 17 anos, confessou-me, após ter entrado para um programa de jovens voluntários cujo objectivo é a sensibilização para as questões do HIV/Sida, “Eu não sabia que podia falar, ter uma opinião, manifestá-la e lutar por ela. Pensava que eram só os rapazes. Agora sinto-me mais segura.” Em São Tomé, a Nela, de 20 anos, guardou para si, durante um tempo insustentável, a noite emque foi violada por um polícia e que, por ser rapariga e ter engravidado, foi expulsa de casa pelos próprios pais. Em Cabo Verde, a Janine, de 30 anos, contou-me que já não tinha sequer forças para acreditar que um dia poderia viver sem que o marido, alcoólico, a atirasse contra a parede. Na Guiné, a Mariana, de 17 anos, queria tanto estudar para ser professora mas o casamento forçado, com um homem de 60 anos e as três gravidezes (apenas um filho vivo), já lhe roubaram o seu sonho. “Para sempre”, disse-me ela. Em Portugal, a Amália, de 30 anos, esconde-se numa casa de abrigo, com a filha de quatro debaixo da saia. Disfarça o coração acelerado e esconde um sorriso sem dentes que a impede de arranjar trabalho. Na cara, a violência doméstica torna pública a sua vida íntima. Podia continuar com muitas mais histórias que não quero nunca que fiquem só para mim e para as pessoas da Associação para o Planeamento da Família e do UNFPA que me vão transmitindo tantos conhecimentos. Mas, por agora, deixo à vossa atenção as notícias que se seguem, fruto do trabalho de uma pequena grande equipa do Metro que ao fazer-me este desafio, aceitou também o meu. E com toda a garra de que as lutas pelas grandes causas necessitam. Obrigada pela vossa convicção e pelo precioso contributo enquanto meio de comunicação social. E que amanhã seja também Dia Internacional para o Fim da violência sobre as Mulheres. Assim o queiram."

- CATARINA FURTADO, Crónica "Violência Sobre As Mulheres", Jornal Metro 25/11/2010

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Unexpected? I'm in!

"We all think we’re going to be great and we feel a little bit robbed when our expectations aren’t met. But sometimes ours expectations sell us short. Sometimes the expected simply pales in comparison to the unexpected. You got to wonder why we cling to our expectations, because the expected is just what keep us steady. Standing. Still, the expected’s just the beginning, the unexpected is what changes our lives."

(quote from Grey's Anatomy)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Silence!

Mas fiquei calada, aguentando o peso das minhas asas…

— CLARICE LISPECTOR

sábado, 11 de setembro de 2010

A simplicidade do fundamental

Tenho saudades do que é breve e vai para além dos barcos. Esvai com a alvorada…


-RUDINEI BORGES

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

sábado, 4 de setembro de 2010

Woods

Effy - Hit me.
Freddie - What?
Effy - Just... Just once. I want to feel something. HIT ME!

(quotes from "Skins")

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Arma descartada: jogo social

“Tenho várias teorias novas sobre a futilidade como arma essencial para a sobrevivência nestes hard times, mas não sou hipócrita, não sei fazer “jogo social”. Até saberia, mas não me interessa, tenho preguiça.”

CAIO FERNANDO ABREU

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

“Tinha nas mãos o meio de inutilizar o efeito do equívoco; era mostrar-se indiferente…”

MACHADO DE ASSIS

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Yesterday was a lie.

Ada: Yesterday I saw you walking back to me.

(from "Cold Mountain")

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O frio é meu. II


Ada: All this while I've been packing ice around my heart. How do I make it melt?

(from "Cold Mountain")

quarta-feira, 14 de julho de 2010

from Cinema Paradiso

Alfredo: Once upon a time, a king gave a feast. And there came the most beautiful princesses of the realm. Now, a soldier, who was standing guard, saw the king's daughter go by. She was the most beautiful one, and he immediately fell in love with her. But what could a poor soldier do when it came to the daughter of the king? Well, finally, one day, he managed to meet her, and he told her that he could no longer live without her. The princess was so impressed by his strong feelings that she said to the soldier: "If you can wait 100 days and 100 nights under my balcony, then at the end of it, I shall be yours." Damn! The soldier immediately went there and waited one day. And two days. And ten. And then twenty. And every evening, the princess looked out of her window, but he never moved. During rain, during wind, during snow, he was always there. The bird shat on his head, and the bees stung him, but he didn't budge. After ninety nights, he had become all dried up, all white, and the tears streamed from his eyes. He couldn't hold them back. He no longer had the strength to sleep. All that time, the princess watched him. And on the 99th night, the soldier stood up, took his chair, and went away.

Savatore: [later in the film, Toto gives Alfredo his interpretation] ... In one more night, the princess would have been his. But she also could not possibly have kept her promise. And it would have been terrible. He would have died. This way, however, at least for 99 days, he was living under the illusion that she was there, waiting for him.

Citações de CINEMA PARADISO

terça-feira, 6 de julho de 2010

Lost in Translation

Bob: I don't want to leave.
Charlotte: So don't. Stay here with me. We'll start a jazz band.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Mudamos...

«As pessoas não mudam até que a dor da mudança em nós se torne maior do que a mudança em si.»

JAMIE OLIVIER

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Writing? That's heaven!

I hear people talking about going on a vacation or something and I think, what is that about? I have no desire to go on a trip. My perfect day is sitting in a room with some blank paper. That's heaven. That's gold and anything else is just a waste of time.

Cormac McCarthy

sábado, 12 de junho de 2010

«Pobre é o amor que pode ser descrito»

WILLIAM SHAKESPEARE

domingo, 6 de junho de 2010

Escrever/Sobreviver

«[escrever] é uma forma de sobreviver dentro de mim.»

BARBARA PAZ