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domingo, 7 de novembro de 2010

Parabéns Mãe!

A Mãe fez anos ontem e esta era para ela, por todo o amor que lhe tenho.
Parabéns Mãe!


SPICE GIRLS - Mama

sábado, 17 de julho de 2010

A intensidade do par do desencontro

Li uma vez que só nos lembramos das coisas que esquecemos. Nunca concluiria isso sozinha e a partir dessas palavras dei-me conta que a ideia de ti não me chega nem parte, é permanente no tempo que me ocupa. Tempo. Minto com todas as cinco letras dessa palavra quando o digo exclusivamente, porque tens a ousadia de ocupar mais do que isso em mim. Ocupas espaço, tanto espaço que não sei se existe mais de ti ou de mim nesta carapaça.
Chama-me pelo teu nome. Chama-me e verás que reajo como se me chamassem pelo meu. Onde me marcaste tanto? Parece que são mesmo mais marcantes as pegadas que se deixam na alma. Serei só amor? Um véu tão simples, profundo em transparência? Que marcos separam a fronteira do que é pessoa e do que é sentimento? Não entendo, tão depressa me estou a ver a mim, encantada com passos (re)pensados, como depressa me misturo com uma coisa que não tem nome e deixo de me saber localizar, absorta num sentimento que me ocupa na totalidade.
É por não darmos um nome ao que somos que isto se torna grande? Brutal, desacreditado aos olhos dos outros? Ou não lhe damos um nome porque, sem intenção, não temos a coragem de definir um futuro para nós definitivo? Temos medo?
Já falo por ti e por mim. Foi como referi, às tantas linhas já deixo de ser eu e perco-me nos contornos. Mas não será isto realmente o receio de termos que assumir uma fraqueza de quem nunca foi ensinado a desperdiçar o que o faz feliz, mas que ainda assim o aprendeu sabe-se lá por que meios? Como é que chegámos aqui?
Sempre tive a esperança que em vez de Roma, todos os caminhos fossem dar ao amor. Não me façam caso, por alguma razão dizem que a experiência dos experimentados em matéria de idade e de vida é maior que a dos loucos apaixonados.
Às vezes, tantas vezes, perdemos ambos o norte. E durante a noite agarramo-nos ao que nunca vai mudar, presos a uma escolha que erroneamente apelidas de «melhor».
Tinhas razão ao dizer que o quanto gostavas, bastava dizeres-mo poucas vezes. Eu sentia-o, não precisava que gastasses as palavras mais sinceras porque é assim que os outros as tornam banais, com o sentido fugido para uma rotina condenada. Mas as repetições de que os passos que damos são o mais benéfico? Em que mundo vives? No mesmo em que confessámos a nossa felicidade ou a falta dela? Ocupo tempo a perguntar-me se as coisas que mais se repetem são aquelas de que ainda precisas de te convencer. Imagino-te, a cada vez que mo dizes, a proferires para ti vezes sem conta três das palavras que há horas me disseste, como quem estuda um livro maçador e precisa de repetir o texto mais vezes do que seria realmente necessário para que as palavras comecem a fazer sentido na cabeça. Um processo de mecanização, portanto. Será isso? Será que a solução para te desligares passa por um automatismo que se desencadeia em ti sempre que pensas em mim? Pois recordo-me de no início lutares contra o que querias. Agora não sei sequer a favor de que batalhas te levantas.
Onde está o sentido deste par de desencontrados, que a nada nomeia, que tudo não compreende? É tudo diferente mas tão intenso que nem se sabe explicar.
Continuo a dizer que prefiro fingir que esta é a única forma que vamos encontrando de viver um amor que vai durar para sempre. Prefiro acreditar que estamos nas palavras que não são ditas, nas noites que pertencem a dias que não são nossos e em tudo o que deixámos por fazer. Precisei, para bem da minha senilidade, de inventar esse sentido para me apaziguar com o que não entendo. Por que de outra forma: o que é que essa história ainda significa?
Peço-te que não contraries a maior certeza que tenho na vida. São palavras que desperdiças, ignorantes como aqueles que nunca amaram. Como é que uma mentira dessas te sai tão facilmente dos lábios que deixei?
O que há em nós que não nos deixa partir por completo e muito mais nos obriga a ser incompletos com o lugar do lado preenchido? Que prioridades passámos a estabelecer no clarear do futuro?
Mesmo avistando o norte, não há barco que pare para o fazer regressar. Avisto-o como um futuro no reflexo do passado, escondido atrás de nuvens altas que o céu não escolheu deixar ficar.
Os dias esvaziam-me, ainda não reparaste? E a ti? Escreve-me sobre ti. Não tem que ser sobre o que não te peço, mas do que me falta conhecer daquilo que és agora. Sei-te de noite, mas não sei nada de ti à luz do dia. Ou conta-me tudo nas horas em que tens impedido que a tua voz se ouça por motivos em que foste levado ao engano. Apetece-me a mim ouvir-te agora, mas este teu dia tem mais para te oferecer do que a voz que já conheces. Não te quero fazer perder mais nada, nem mesmo, e a custo, a próxima hipótese que tiveres de ser feliz acompanhado. Parabéns (a tudo o que já conseguiste).

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Do nosso encontro no desbravar da noite.

Tenho uma dor na garganta. Estou a engolir tudo, estou a secar as fontes de lubrificação lacrimal para impedir um episódio que há muito não permito. Seco a pele a cada momento que as fontes tremem.
Já perdi a conta aos tons de azul que apontei no céu. Por esta hora o verde começa a batalhar por aparecer lá em baixo, estou a espreitá-lo desde há pouco! Na cidade onde aprendi a passar a maior parte dos meus dias tenho o mar, o rio, a vista deliciosa sobre o Tejo quando acordo. Aqui tenho uma janela grande que dá para a lua e as estrelas. Amo a noite, estou apaixonada! Tornar-me-ia noctívaga se ela prometesse ser minha guardadora de sonhos. De certa forma já conquistou o posto, é às confidentes que se reconhece tal qualidade. Quantas vezes não cantei para a lua em ensaios de letras para ninguém? Trauteei igualmente diálogos de películas que filmo na cabeça com o modelo mais grandioso de imaginação e às duas por três lá me descuido(continuo a descuidar) e perco a postura porque a pérola da noite cora com as minhas palavras e então floresce em lua cheia.
Ainda hoje a lua me ouve, sempre muda. É melhor ouvinte do que companhia para conversas. É impressionante, nunca deu sinais de querer segredar-me uma paixão que fosse! Divagando sobre os contornos da sua atitude encontro nela a vontade de quem me quer ver crescer, a alargar perspectivas, tonificar possibilidades, a alimentar verdades. A maravilha segue-me do alto, atenta, e conhece de cor os trajes deste corpo que irá dormir, descombinados com o ar de quem está a (re)nascer.
O preço deste prazer de me sentar encostada ao seu silêncio com o caderno nas pernas e a alma nos braços é incalculável. Tenho pena de não conhecer palavras que lhe façam justiça. É um luxo. Mais, uma necessidade. Uma hipótese de ar quando deixo de saber respirar. É a perfeição antes dos corações se deitarem, quando as horas tardam, depois de frases descalças terem apanhado a sola.
Como ainda estou desperta! Nada me adormece e o cérebro não descansa, tão irrigado que está de horas vividas e por saborear.
Como te disse à pouco, digo-lhe que parece ter sido à cinco minutos e não ao tempo que foi. Em segundos transporto-me para as mesmas folhas que tinha a cobrir a mesa, o calor insuportável e a mensagem que tinha em mãos. Estou a observar-me. (E a ti.) Estou no canto da sala, à entrada, a ver-me de costas. Descaída, aposto que apática, imóvel. Incrédula. As mãos tremiam. A capacidade de conduzir o corpo pela vontade sumiu-se. O olhos passaram pelas palavras uma, duas, várias vezes, vezes demais e contudo insuficientes para assimilar a sensatez daquele pedaço de ódio. A alma ia ardendo, desfazia-se lenta e dolorosamente, enquanto o corpo ia perdendo sentidos. (Tu estás assoberbado na tua dor própria, abafado num ninho de raiva, no teu plano mal concebido. Estás louco. Estás certo, concluí uma vez para sempre desacompanhada.)
Como que a acordar de um sono perturbado, acordei eu e o corpo e a mente, os três sobressaltados. Coordenados numa revolta sem precedentes armámos uma guerra cruel, assente em princípios de respeito e leis da perenidade.
A ti dei-te a resposta esta noite. Essa e mais umas mil, reconto. E enquanto pensas cautelosamente as tuas respostas, eu admiro as estrelas. Estão encantadoras hoje! Sei que medes as palavras, agora sim. Tens a medida certa, um instrumento de mensuração que compraste com o tempo. Raramente te descuidas, mas muitas vezes adivinho quando te vais envolver em perguntas descontroladas. Não há mistério, não se despeja aqui ciência e muito menos se respira metafísica! Só vejo o que conheço.
“- Sabes que podes dizer o que quiseres”
Não te peço mais. Aliás, nunca mais to voltei a pedir.
Agora que me desliguei saí da janela e sentei-me sobre os lençóis, perdida de vista pelas estrelas. Não largo o mundo lá fora, aquele pedaço de rotina natural, belíssima, que nunca cessa. A janela continua aberta. Estou à espera que o espreitar do sol me entre pelo quarto adentro.
Não te desperdiço com palavras. As senhoras palavras, mesmo que mascaradas de sentido e mal pregadas na linha, são a minha arte. És quase como a noite sem que sejas tanto. Vês-me com o olhar dela, conheces-me desde a ponta do dedo do pé até ao pensamento que melhor se atraca à margem dos demais mortais. Sabes a resposta a todas as perguntas que me fazes, não sabes? Escondes que sim.
Estamos a alongar-nos, é quase de dia e não é esta a nossa hora. O nosso novo nós, esse sim é noctívago. Existimos na minha noite. Passaram a ser sempre à luz do escuro as nossas horas mais claras. Oh, já se faz tarde! Aqui deitada perdi a lua, desencontrou-se do meu ângulo. Quererá dizer que está realmente na nossa hora, que o dia chega para nos dividirmos em quase desconhecidos (e com outros desconhecidos).
Espera. Estou a pensar no balão. Talvez não fosse má ideia se lhe déssemos asas. Acaso o tivéssemos libertado agora, a altura teria sido boa porque corre lá fora uma brisa que arrefece o calor. O nosso balão podia voar em paz e em segredo, a esta hora ninguém quer saber de coisas perdidas.
Esse ar fresco acabou de me abraçar! Aceito o convite de boa vontade, largo a caneta e descanso o corpo sobre o leve tecido branco. Ai como sabe bem este choque do inevitável com o improvável. O corpo ressente-se, desabituado que está a estas surpresas.
Já ouço o cantar dos pássaros e as árvores a abrir as folhas. Está tudo a levantar-se lá fora e o céu começa a perder a cor. Perdemos as horas!
Vou fechar a porta à noite. Fechemos os olhos. À claridade completa do dia será hora de esquecer.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Seriously!

Ha pessoas que entram na nossa vida e que num apice fazem toda a diferença! Nao e de esperar que com a maior das facilidades alguem chegue e repare uma parte nossa que ha muito nao se mostrava intacta. Surpreende-me a forma de como num curto periodo de tempo alguem consegue fazer de nos aquilo que haviamos desistido de ser por perdemos a vontade.

E assim e-me impossivel conceber a ideia de que uma qualquer pessoa admita poder viver so consigo, alienar-se do mundo.
O que podemos chamar aos que em nada mais se concentram se nao na sua pessoa? Como e que conseguem construir a sua volta um circulo fechado que nao permite a entrada de quem apenas gostava de estabelecer laços? Existe uma unica pessoa que consiga ao mesmo tempo viver feliz e atravessar o mundo fazendo da singularidade o seu caminho predileto? Seriously!

Nao acredito que esta forma de ver a vida possa realmente ser seguida por alguem! Porque nao se e nada sem aqueles que constituem um pedaço do nosso ser, porque nao ha ninguem que tenha em si uma força interior de tal ordem que lhe permita seguir permanentemente em frente, porque cada um de nos se vai moldando atraves das experiencias com os outros, porque a coragem constroi-se juntamente com a ajuda dos que acreditam em nos e que vao colmatando as pedras em falta que ao longo do caminho nos esquecemos de lançar, criando entao uma linha de apoio que nos da o impulso para olhar em frente.

Eu gosto de ter as pessoas a minha volta, de as ter ao meu lado. Gosto de coisas simples como ter uma mao a segurar a minha, de nao precisar de pedir um abraço quando me faz falta, de ter alguem que corrompa o movimento tenue mas constante das lagrimas quando elas insistem em cair. Gosto das minhas amigas e dos meus amigos. Gosto de dar valor a quem me e essencial. Gosto de mostrar o quanto me importo com eles.

(para a Xixi um enorme beijinho, nao so de parabens mas porque gosto muito muito muito de ti!
E um profundo "obrigada", bem como a ti Sofia!)



Carla Bruni - Le Toi Du Moi