Mostrar mensagens com a etiqueta David Fonseca. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta David Fonseca. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Encontros e desencontros

Ainda que tenhas baixado o remo e me tenhas deixado no nosso barco à deriva, continuo à espera que a tua voz regresse a acompanhar a ondulação que te trará até mim. Neste barco, o do passado, presente mas nunca o do futuro, não posso deixar de te avistar, mesmo que não estejas por perto. Porque sinto a tua vontade, o que resta de mim em ti.
Os homens que se disseram vir para me salvar tinham jeito de piratas. Queriam antes assaltar o amor que ainda tenho, roubar-me aquilo em que ainda acredito. Eles poderiam até oferecer-me a mais bonita dança sob as estrelas ou encontrar o pôr-do-sol mais quente dos trópicos, mas não saberiam que quando deixasse cair a cabeça contra o ombro deles, estaria a pedir que me dessem a mão. Não há quem entenda aquilo de que somos feitos. Não nos conhecem a lógica nem a dor. Os outros não nos vêem como os guerreiros da nossa causa para eles perdida. Perdida no tempo, no espaço. E por muito pouco, nem tu vês.
Porque é que não me vieste buscar?
Com as luzes a acenderem-se sob o pano de fundo que é a noite, emergimos nós e os nossos desejos podres de tristeza. E o vazio prossegue a sua caminhada dentro de cada um de nós. Quando é que me tornei diferente dos demais embriagados de amor? Vejo-os cair noutras vontades, a perderem-se no caminho da esperança e deixarem-se ser encontrados. E eu? Nada. Ninguém parece saber onde quero chegar com cada palavra, onde quero e não quero ir. Só tu. Para sempre tu.
E com a maior das ironias dirijo-me a ti: mas para quê retornares quando já sabes que teríamos um barco feliz? Porque não partir numa busca pelo que desconheces?
Embalada no maior dos amores, cega, pergunto-me se não farás essa busca para que voltes indefinidamente até ao local onde nos deixaste. Vais regressando uma e outra vez, esses diferentes regressos camuflados pelo teu querer. Diz-me: será porque admiras a forma como a tristeza se transforma nos nossos encontros e desencontros?




DAVID FONSECA - U Know Who I Am

terça-feira, 17 de agosto de 2010

On repeat

We wanted so much more
We headed right into the sun
Chased the dragon right to his door
Now look how fast did we burn

We ran a while through the haze
In search of fast and different pace
We held those glasses high for so long
Now look how tired, tired and sad we've become

And then you're gone, I'm moving on
But those little things, they can find me
The curtain falls and there's no applause
And those little things follow behind me

And now we play the game
We face each other taking aim
Tearing down those walls one by one
Now look how fast they came down

And then you're gone, I'm moving on
But those little things, they can find me
The curtain falls and there's no applause
And those little things follow behind me

I pick up the phone, the ringing tone
Every little sound, it comes and finds me
Those TV reruns, couch, cigarette burns
Still, those little things come and grab me

Now, won't you try to find me?

And then you're gone, I'm moving on
But those little things, they can find me
The curtain falls and there's no applause
And those little things follow behind me

I pick up the phone, the ringing tone
Every little sound, it comes and finds me
No wishing hands and making plans
And still those little things come and grab me

Now won't you try to find me?

"And then, in the middle of the mayhem
You said something that sounded just like a whisper
'Don't be afraid', you said. 'Don't be afraid'"

Little Things II
,
DAVID FONSECA