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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Desculpe-me.

Desculpe. Desculpe-me.

Por aqui o céu está nublado e nenhuma luz o toca especialmente, mas deixe-me confessar-lhe que sempre achei que a palavra "nublado" tem o seu quê de poético. Depreendo que não esteja tudo muito diferente aí. Um dia pesado. Uma dor densa.
Soube tarde e soube muito longe.
Desculpe-me. Desculpe-me por não estar aí para lembrar como era bom ouvir a alegria na sua voz quando cantava para mim.
De certo aquele último abraço que me deu terá sido a melhor despedida que me poderia oferecer. Eu apertei-o com força. Espero que tenha sido a suficiente para nunca se esquecer de mim.

O maior beijo do mundo.
Estimo-o muito. Lembre-se: gostei sempre muito de si. Ainda gosto muito de si.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A morte é feia.

A morte do António Feio deixou-me perplexa. Não vos sei dizer, mas talvez tenha sido a forma como encarou a doença e a esperança que manteve, à parte o realismo que nunca desvalorizou, que nos fizeram acreditar que o camandro do actor não iria ser vencido pelo pâncreas.
Eu tive a sorte de o ver uma vez em palco, a única, e adorei. Como amante do teatro, foi dos melhores momentos que alguma vez pude presenciar!
Admiro o homem, o actor, o talento, o humor, a luta pela vida.
Não posso deixar de dizer que no fim de tudo, ele não saiu vencido. Foi um herói e, como ele próprio referiu, "a luta nunca será inglória". Obrigada pela lição, pela sabedoria e pela oportunidade de aprendermos a rir do mais negro que há em nós!
Que apareçam mais como tu António! O teatro perdeu um grande filho!